Atleticana


Soda limonada
Junho 19, 2008, 11:44 pm
Arquivado em: Futebol

Novidade nenhuma afirmar que brasileiro adora futebol. E que cada jogo carrega em si uma história, seja ela qual for. Se o torcedor for atleticano então, ela sempre ganha um ar meio épico, meio dramático e, de vez em quando, até engraçado. Mas esta história provavelmente já deve ter acontecido com qualquer torcedor mais entusiasmado, de qualquer lugar do mundo.
Tudo que ronda uma partida de futebol merece uma história. É a confusão na hora de entrar em campo, é a revista policial, é o ingresso que nunca passa naquelas porcarias de catracas eletrônicas, é o cheiro irresistível do bolinho de feijão que te pega logo no primeiro lance de escadas até a arquibancada, é o Mineirão sempre lotado e a luta pra encontrar um lugar decente até a partida começar, é o celular tocando no instante exato que seu time entra em campo e você não sabe se atende ou se mata o louco que te liga no momento mais sagrado do jogo!
Na verdade, o momento mais sagrado do jogo é quando seu time faz gol, né? E é neste momento, pra ser mais exata, nestes poucos segundos do gol até a comemoração, que podem acontecer as coisas mais inimagináveis. E aí são várias outras histórias: dos desconhecidos que se abraçam como irmãos, do choro incontido (de dor, de alegria, de nervosismo, da sua vida que dependia daquele lance e você nem sabe explicar porquê), das promessas e ameaças do tipo: “Eu não te falei que a gente ia virar?” ou “Não falei que ia ficar 2 a 0?”…
E da chuva de tropeiros e copos de refrigerante ou água (menos mal: a cerveja foi banida no Mineirão há um ano e meio) em cima de pessoas inocentes que só queriam comemorar o golzinho suado de seu time do coração.
Pois é, caros amigos, quantas vezes eu mesma já não joguei meu prato de tropeiro na cabeça destes pobres e inocentes irmãos alvi-negros, quantos litros de cerveja ou água, quantos picolés (com palito e tudo!, correndo o risco de furar um olho!) eu, este também inocente e pobre ser alvi-negro, já não joguei pro alto, quando o Galo fez um gol? Até celular já joguei no chão (na inacreditável comemoração do famoso gol no “Fábio de costas”).
E eis que os deuses que habitam o Mineirão e que tudo vêem, resolveram que era chegada a minha hora. Logo eu, que sempre amei Soda Limonada. Logo no gol do Marques, meu último ídolo (até o presente momento). Tive que segurar todos os palavrões conhecidos e desconhecidos naquele momento único, quase raro em se tratando do Galo de nossos dias, naqueles poucos segundos pós gol. Tomei um banho de Soda Limonada! E, pela primeira vez na vida, detestei o gosto desta maravilha de refrigerante. Que melou meu cabelo, meu rosto, minhas mãos e alagou meu cantinho na arquibancada.
E que moral teria eu pra brigar com um pobre coitado que não agüentou a emoção do gol? Nenhuma! Quantas vezes não fui eu quem pediu desculpas ou fiz cara de paisagem quando pega em flagrante? Como brigar com alguém no momento mais emocionante da partida? Impensável! Fiquei lá, rindo da situação, rezando pra partida acabar logo e eu tomar um banho (sem refrigerante!).
Coisas do futebol. E sorte de quem estava perto de mim: primeiro que a Soda veio inteirinha só pra mim e segundo, que eu tinha acabado de tomar um copo d’água, instantes antes do gol de Marques. Ia ser refri e água pra todo lado!


1 Comentário até o momento
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HAHAHAHA.. coitadinha…
mas quem vai ao mineirão assistir jogo do GALO tah sujeito a esse tipo de coisa mesmo.. mas com certeza todos os banhos de cerveja que tomei logo após um gol do GALO valeram a pena!

pena eu estar tão longe (to morando no Rio Grande do Sul agora) e naum poder mais ir no Mineirão.. =/

abraçaum pra todo mundo
SAUDAÇÕES ATLETICANAS

Comment por Vinicius




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