Arquivado em: Futebol
Aiai..
Todas as noites, ao chegar do trabalho, sento em frente ao computador e páro no site oficial do Glorioso pra ler as últimas notícias, depois assisto aos vídeos da TV Galo e finalmente vou para comunidade oficial no Orkut, ver o que os torcedores andam falando sobre ele.
Há cinco minutos atrás, li uma notícia no site do Galo com o título ”Evolução deixa Gallo confiante para o clássico” (ainda não aprendi a colocar link dentro dos textos do wordpress). Nela, nosso ex-jogador e atual técnico diz que este time que ele montou ”nos dá esperança de crescimento, evolução. Fizemos dois jogos em um espaço curto, com intensidade física muito alta e, principalmente, querendo jogador futebol. O Atlético tem que ser um time que jogue futebol, que tenha luta, garra, determinação. Isso faz parte dessa camisa, faz parte desse escudo. Agora, o time está jogando futebol. Vamos confiantes para o clássico e podem ter certeza que vamos lutar muito para vencer esse jogo”.
Óbvio demais não é não?? O que se esperar de um time de futebol além dele realmente jogar futebol? Que o Atlético jogue com raça e amor está até no Hino! Só que parece que os meninos se esqueceram disso e de repente alguém precisa lembrá-los do óbvio, né? Eles precisam querer jogar futebol!! Mas esta não é a profissão dos caras? Sinceramente, estou no limite da minha paciência com este time.
E o Gallo, que já foi capitão do Atlético, que já jogou bola com a cabeça sangrando numa final de campeonato (e fez o gol de um título que depois demoramos anos pra comemorar novamente), que parece realmente torcer pro time que comanda, deveria ensinar estes meninos o que é vestir a camisa do Galo, fazê-los sentir qual o peso exato que ela carrega sobre os ombros de cada um.
E ele ainda quer mais. Quer ser parceiro da torcida: “Nós queremos a parceria dela e, para ser parceiro de uma torcida, você tem que se dedicar, lutar, jogar futebol, jogar com intensidade. Isso, tenho certeza que a torcida percebeu, um time querendo muito. Espero que ela possa novamente no domingo estar ao nosso lado para nos ajudar a fazer um grande jogo”.
Queria ver o que o Gallo vê… Queria ter a esperança e a confiança que ele tem no time… Um torcedor sentado ao meu lado no jogo contra o Flamengo desabafou comigo, ao me ver chorar: “Menina, eu não tenho esperança em ninguém mais neste time! Não salva um… Antes ainda dava pra apontar um ou outro que nos desse esperança de que o time ia pra frente…”
A vida fica tão sem graça quando a gente perde a esperança, quando a gente deixa de acreditar que tudo vai melhorar, que tudo evolui de forma positiva… Mas depois de tantos anos criando falsas esperanças, vivendo de ilusões, tentanto mascarar a realidade, mentindo pra mim mesma que o Galo tem um time competitivo que busca resultados, mas que apenas tem tido má sorte, coitado…
E fico aqui, pedindo intervenções divinas de Elias Kalil, do Trio Maldito, do Telê, do Roberto Drummond, do Adelchi Ziller (que ao nos deixar, teve o corpo cremado e suas cinzas foram jogadas no Mineirão num clássico inesquecível, e eu chorei muito quando isto aconteceu e quis fazer igualzinho – eu e a torcida inteira do Galo!), enfim. Até de Deus mesmo, que deve ser atleticano, coitado.
Mas não tem jeito. A realidade dói no início, me trouxe uma gastrite nervosa (que, às vésperas do clássico, tem me deixado de mau humor há intermináveis dois dias), mas precisa ser encarada. Não posso mais mentir pra mim mesma. Pra chegar no final do campeonato exausta de tanto torcer em vão e ainda ficar feliz porque o Galo não caiu pra segunda divisão ou terminou o campeonato entre os dez primeiros colocados. O time que eu aprendi a amar e respeitar sempre terminava o campeonato entre os quatro primeiros! E por isso estivemos durante anos como líderes do ranking da CBF…
Não quero mais viver de passado. Ficar comparando este time de hoje com os times que tivemos é até pecado. É injusto e cruel. E, ao mesmo tempo, é tão difícl acreditar nele… E havemos de acreditar, sempre. De repente aparece algum jogador inspirado, como o Danilinho no segundo gol dos 4a0 contra as marias ano passado. Que me dê um chapéu, me faça ficar caída no chão. De joelhos, agradecendo a Deus por ser atleticana.
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