Atleticana


Manias de uma torcedora louca e apaixonada
Julho 14, 2008, 1:21 am
Arquivado em: Futebol

Tenho várias manias relacionadas ao futebol. Algumas eu herdei do meu pai, como a de criar algumas expressões ligadas a jogadores, por ex. Quando criança, era comum sair a família inteira pra passear no domingo e meu pai apresentar a galera pros amigos como “a família do Isidoro” que, segundo consta, além de um jogador boa praça, teve uns seis filhos. Meu pai era fã incondicional do Paulo Isidoro, registre-se! Eu guardei mais as risadas que a gente dava quando meu pai contava os casos relacionados a ele…
Vai daí que eu cresci com algumas manias parecidas. É comum me ouvir gritar “acredita!” a cada lance do time, seja “acredita, Galo” ou “acredita, Dudu” e por aí vai. Uma vez o Rafa, de tanto me ouvir gritar, me perguntou o motivo do tal “acredita”. Eu não consegui me lembrar… Vem desde que me entendo por gente. Mas me lembro que quando o Galo fazia gol o inesquecível Vilibaldo Alves gritava o seu “adivinha” antes de avisar que era gol. E eu gostava tanto daquilo que torcia desesperadamente pros jogadores fazerem logo o gol, só pra ouvir o “adivinha” e o grito da torcida. Então, o “acredita” pode ter saído daí. Da vontade quase incontrolável de gritar “gol”…
E tem mais. Chamar meus jogadores preferidos pelos apelidos carinhosos que invento quase sem querer quando estou no campo. Danilinho, por exemplo. é neném. “Vai neném!” “Acredita neném!”, “P****, neném!”, “Seu viado, como é que você faz isso com meu neném!” e a melhor: quando ele faz gol eu não grito “neném, te amo!”, eu olho pro lado e digo, orgulhosa: “É o meu garoto!” (isto serve pra qualquer lance mais ousado que Danilinho faz em campo).
Esta história vem desde que ele entrou pro Galo. Olhei praquele pedacinho de gente correndo em campo, numa fome de bola, que não hesitei um segundo: “que gracinha! Tão pequenininho, parece uma criança!”. No primeiro lance dele após o “que gracinha” já estava eu chamando o coitado de neném.
Marques eu chamo de amor. Daí é só substituir o neném por “meu amor”. Acho que não precisa dizer porque chamo meu atual ídolo de amor… Mas o Guilherme, seu grande parceiro, que eu sempre detestei, por toda sua arrogância e falta de modéstia (e depois que ele foi jogar nas marias e mandou a gente calar a boca num clássico, eu o odeio de morte), eu passei anos chamando de “galinha”, “cachaceiro”, “baleia”, FDP, “cachorrão da boca preta, nojento” (este eu dizia e caía na risada) e outros apelidos ainda menos carinhosos. Mesmo quando ele fazia gol, era: “Obrigação sua, seu ameba! Não faz nada sem o meu amor do lado!”
Marinho teve o mesmo tratamento. Nunca acreditei nele. E com ele, era assim: “volta pra arquibancada, Marinho!”. Acho que se o Marinho amasse tanto o Galo quando ele dizia, ele se dedicaria mais quando entrasse em campo. Colocar a culpa em algo sobrenatural para sua falta de competência em finalizações, é demais pra um coração atleticano…
Bilú me dá saudades até hoje… Se eu soubesse que o time fosse ficar tão ruim como agora, jamais teria xingado tanto o Bilú. Até quando ele não estava em campo, eu sempre colocava a culpa no pobrezinho. “A culpa é do Bilú. Olha lá, tá assombrando o time só porque não foi escalado!”.
O Rafael era na base da ameaça: “vou contar tudo pra sua avó!”. E juntar a palavra p**** ao nome dele era tão frequente quanto gritar “Galo”. O Leandro Almeida, era parecido, só que eu ia contar pro pai dele.
E por aí vai…
Isto tudo pra enrolar sobre o Clássico. E dizer que continuo amando o Marques e o Danilinho apaixonadamente. Que Danilinho fez um golaço que me fez lembrar daquilo que eu disse aqui há dois dias: queria alguém que fizesse um gol como o Danilinho nos 4a0 pra me fazer calar a boca… E ele mesmo foi lá e fez outro golaço, humilhando mais uma vez o topetudo (ah, os jogadores marias têm seus apelidos também, mais porque eu nunca sei o nome deles. Eu não sei nem o nome do time, se é esporte ou futebol clube até hoje, vou saber nome de jogador! Não sou maria pra ficar atrás de notícias do time adversário o tempo todo! Já reparou que eles sabem mais sobre o Galo que sobre o time deles? É amor mal resolvido, não canso de dizer!).
Mas neném não joga sozinho… Mesmo que ele sofra uma falta horrorosa (não expulsaram por quê? e teve outro chute nas costas também que só rendeu amarelo, PQP!) e continue jogando… Danilinho quando resolve jogar, precisa de companhia… Pena que a mamãe aqui não possa descer pra ajudar!

P.S.: amanhã, 14 de julho, minha tatoo faz um ano! Aguardem um texto especial sobre este acontecimento tão marcante da minha vida!


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