Atleticana


O Galo e o poder transformador do amor verdadeiro
Novembro 20, 2008, 7:41 pm
Arquivado em: Futebol

Se você pretendia assistir ao jogo do Galo contra o Santos nos portões 9 ou 12 e ainda não garantiu seu ingresso, esqueça. Apesar de ainda faltarem dez dias para o confronto, mais de 20.000 ingressos já foram vendidos desde segunda-feira, quando começaram as vendas antecipadas, e os ingressos para estes portões se esgotaram ontem à tarde. Os preços populares e a volta temporária das bandeiras às arquibancadas do Mineirão parecem ter animado os atleticanos para o último jogo do Galo em casa no ano de seu Centenário. Pra fazer média (e porque não é bobo nada!), Kalil promete aumentar a carga dos ingressos na semana que vem. E até que ele tem cumprido com a palavra nestes seus 21 dias de mandato… Quando se trata de Galo, eu prefiro manter um pé atrás em relação àqueles que o comandam, então eu continuo seguindo meu pensamento: Kalil é um presidente que cultiva boas relações com Atleticanos de peso. Some-se a isto que ele tem se mostrado um bom estrategista. Fato. Não se fala mais nisso.
Mesmo porque o motivo deste post é para falar sobre esta reta final do Galo no ano do Centenário. Confesso que eu, apesar de todo otimismo que me é característico, cheguei a duvidar inúmeras vezes do meu livre pensamento, que insistia em me dizer que o Galo chegaria ao final do Campeonato numa fase mais tranquila. Sei lá, vai ver é porque no ano passado aconteceu mais ou menos a mesma coisa e a gente ia pro campo pra ver o Galo ganhar de 3a1, quase sempre de virada (bastava o Galo levar o primeiro gol e eu apenas olhava pros meninos: “ih, 3a1… tô pagando pra ver o jogo de semana passada de novo” e era dito e feito. Acho que isto aconteceu umas três vezes… rsrsrs).
O fato é que este ano o Galo sofreu muito nas mãos de muita gente, da torcida principalmente. Que abandonou o time nos momentos mais difíceis, que invadiu a Sede, que fez ameaças, que quase acabou de vez com o bem mais precioso da minha vida: a alegria de ir ao campo ver o Galo jogar. E este ano eu cheguei ao ponto de ir sozinha pro Mineirão porque fui perdendo aos poucos todos os meus companheiros, que acreditaram nesta viagem absurda de protestar em casa… Eu ainda ficava feliz quando chegava no estádio vazio e via que tinha mais de 5000 pessoas!! Eram 5000 apaixonados e aquilo me bastava…
Acho que este ano o meu amor pelo Galo foi testado de todas as maneiras possíveis. Ultrapassou as barreiras da doença (é só falar que o jogo vai começar que a gastrite nervosa dá sinais de vida), da sanidade mental (minhas manias só aumentam com o passar dos anos), do fundamentalismo (a tatuagem me impede de esquecer do Galo: alguém sempre me lembra, por onde eu ando, que eu sou atleticana de verdade e ainda me reverenciam! Não sei quem é mais doido… rsrs).
Meu amor pelo Galo já ultrapassou até as barreiras do próprio sentir. Que eu já não sabia distinguir quem eu sou do que o Galo representa pra minha vida é uma descoberta que fiz há cerca de dez anos atrás. Mas agora é mais que isso… Ok, podem dizer: a Beta enlouqueceu de vez. Que eu vou continuar sorrindo, feliz com minha escolha de amar única e exclusivamente ao Galo.
Ver o MIneirão lotado no último jogo do ano vai ser pra mim uma lavada na alma: porque eu sempre acreditei que o Galo é maior que a própria torcida, maior que o próprio amor que eu sinto por ele. Pra quem que, como eu e os quase 5000 Atleticanos de verdade, comemorou cada lance dentro de um estádio praticamente vazio durante boa parte do ano, esta festa siginifica muito: nós sobrevivemos!!

Roberta de Oliveira, que ainda vai sobreviver a muitas batalhas em nome do amor.



Talento e dedicação: é esta a fórmula mágica do sucesso
Novembro 15, 2008, 7:20 pm
Arquivado em: Futebol

E eis que o Kalizinho teve sua auto-exigida “festa da posse”… 42 mil pessoas lotaram o Mineirão para ver uma goleada em cima do Vasco. Não deu pra colocar o time do Miranda na segundona como sonharam alguns, mas dá pra começar a pensar sobre algumas coisas…
Coincidência ou não, desde que o Kalil voltou pro Galo o time não perdeu mais. E lá estava ele, quarta-feira, jantando com os jogadores antes da goleada. No dia seguinte, a nota oficial de que o Galo vai pedir a volta das bandeiras. Sinal de que, além da tabelinha com os jogadores, Kalil também quer tabelar com a torcida. Qualquer dirigente com a cabeça no lugar agiria assim, certo? Mas logo o Kalil, tão passional, tão inconstante e imprevisível… É, talvez a melhor palavra pra descrever o Kalilzinho seja esta: imprevisível.
Em menos de um mês ele já conseguiu cortar 200 mil da folha. Dizem que haviam cinco carros com motoristas à disposição dos diretores do Galo. Isto quer dizer que acabou a mordomia? Assim como ele proclamou em campanha: “a pedofilia no Atlético acabou”… Só vendo pra acreditar.
Enquanto isso o Galo nos mostra seus possíveis novos ídolos a cada partida: Renan Oliveira (dispensa comentários, nasceu craque, é um menino exemplar, amo!), Leandro Almeida (que, por achar que ele tem potencial pra isso, é o jogador que eu mais cobro quando vou ao campo: “Volta pra escolinha” eu aprendi com uma menina de seis anos há algumas semanas e virou lema… rsrsrs), Pedro Paulo (ouvir o Pepê todo feliz na Itatiaia outro dia me deixou com lágrimas nos olhos e ele ainda substitui o Marques nas partidas!!).
E este trabalho nada tem a ver com o Kalilzinho, ao contrário do que parece pensar a massa. É fruto de um trabalho de anos de um grande atleticano, jogador, torcedor e agora, merecidamente, treinador do Galo, Marcelo Oliveira. Se hoje, na reta final do campeonato, o Galo pode sonhar com lugares mais altos na tabela, a responsabilidade e o mérito é todo dele. Que conhece estes meninos como ninguém, quase como um pai mesmo. Que atravessou a pior crise dos últimos anos do Galo carregando o time nas costas, sozinho, praticamente abandonado (como ficaram muitos que trabalham lá, mas a visibilidade é sempre maior para o time). Que acredita na reação e na vitória até o último instante do jogo (como os verdadeiros Atleticanos o fazem). E que, principalmente, ama o que faz e nisto deposita todas as suas forças e toda a sua fé.
Se tem alguma coisa boa na era Ziza, foi a de ter dado espaço pro Marcelo Oliveira mostrar todo seu talento. Que ele alcance vôos maiores! Que continue nos trazendo motivos de orgulho e nos mostrando novos ídolos em potencial. E, ainda, que o Kalil deixe de ser megalomaníaco e mantenha a prata da casa em vez de sonhar com Leão, Levir ou Luxa. Não podemos nos esquecer que em 99 o time foi comandado por um colega do Marcelo, o Humberto Ramos, que pegou o time no meio do caminho e o levou à final.
O que o Galo precisa, Kalilzinho, é de acreditar e apostar todas as suas fichas naqueles que realmente o amam, naqueles que dedicam suas vidas e sonhos por amor a ele.

Roberta de Oliveira (que não tem parentesco nem com o Renan nem com o Marcelo, mas adora ouvir seu sobrenome ser gritado das arquibancadas)



Só mesmo com muito otimismo…
Novembro 7, 2008, 9:37 pm
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“Sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá.
De alguma maneira, você chega lá” – Ayrton Senna

Eu não sei não, às vezes acho que eu peco demais por excesso de otimismo… Sabe aquela velha teoria do copo pela metade? O meu, de tão cheio que o vejo, quase transborda em todas as situações. Mataria a sede do mundo, se desse!
Mas sejamos realistas: o Galo recentemente tem nos dado mostras de que está caminhando, devagar, meio trôpego ainda com alguns acontecimentos mas, pelo menos, ele agora parou de andar em círculos…
Quebramos um tabu que nós mesmos criamos vencendo o Botafogo e agora podemos até sonhar com uma posição mais confortável na tabela nas últimas rodadas do Brasileirão. Eu ainda viajo que o último jogo do Galo vai, mais uma vez, decidir se deixaremos as marias disputar ou não a Libertadores (eu simpatizo mais com o Grêmio… hehehe). Mas eu não sou um bom exemplo para atleticanos “normais”…
O que me pesa o coração de vez em quando é uma certa desconfiança em relação ao nosso Dom Quixote. Não me sinto segura com esta nova imagem que ele quer bancar, do Kalilzinho paz e amor. São anos e anos vendo-o como um dos últimos cartolas, daqueles loucos e apaixonados pelo time, mas que não fazem nada que não esteja guiado pela vaidade ou se não tiverem um interesse pessoal por trás das supostas boas intenções.
Vai ser difícil o Kalil me convencer de que mudou. E, pra complicar ainda mais o meu dilema, que ele vai mudar o Galo! Mas, como boa otimista que sou, não me sobra outra alternativa a não ser pagar pra ver… Com muito amor e fé em Deus como já disse meu grande ídolo Ayrton Senna.

Roberta de Oliveira