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Então brinquei que iria chover hoje porque finalmente eu voltaria pro Mineirão pra ver o Galo jogar. Sei não porque: o coração simplesmente reclamou a semana toda e lá se foi todo o orgulho besta e a preguiça imensa de atravessar a cidade pra ver o Galo.
Acordei cedo e não era a ansiedade louca que sempre me acompanhou quando é dia de jogo. Tinha que acompanhar um amigo no ensaio da banda dele antes de subirmos pro campo. O ensaio terminou às 14h30 e eu ainda não estava tão pilhada quanto imaginei que estaria a quase uma hora do jogo. Há algum tempo atrás, eu já estaria no Peixe Vivo há horas…
Passamos por lá só pra dizer um oi pra galera e minha preguiça começou a dar sinal de vida: fila pra entrar (era de estudante: passei direto, ufa!), pra encarar a revista da PM, a catraca estragou justo na minha hora (xinguei que a Ademg não aprendeu até hoje a trabalhar nos jogos do Galo) e cheguei no bar sem fôlego (era taquicardia mesmo).
Comecei a sentir um nó estranho na garganta ao subir o último lance de escada. Não foi fácil encontrar o estádio cheio e ver o Galo Doido entrando em campo. Uma confusão sem fim de emoções à flor da pele. Como a tattoo exposta hoje, sendo fotografada sem que eu permitisse por uma turma do interior.
O Galo teve um jogador expulso logo aos nove minutos do jogo mas, por incrível que pareça, a organizada hoje resolveu dar uma de 105 e cantar o jogo todo. E o Galo foi pra cima do Náutico (e minha gastrite nervosa começou a dar sinais de vida). No intervalo o Danilinho apareceu no telão e eu fiquei rouca gritando seu nome, lágrimas nos olhos de saudade… Coração doendo de saudade…
Passei mal logo no início do segundo tempo. Tremia. E não era o frio da noite que caía. Continuei cantando o mantra do 105 pra me acalmar, que a organizada resolveu finalmente adotar: “Somos alvi-negros e apoiaremos o Galo para sempre”. Ou então: “ooooo, o Galo é o meu amor, oba oba oba”.
O Galo fez dois a zero e o Tardelli usou a bandeirinha do escanteio pra “tocar violão”. Não segurei as lágrimas com “Vou festejar”: cantá-la hoje nunca fez tanto sentido… Eu cobrava do Galo pela traição de ter me decepcionado tanto nos últimos meses e (quem sabe interpretar a mente de uma atleticana apaixonada me explique) o Galo me “respondia” que eu podia chorar sem medo, porque havia brigado com ele sem ter porquê. O terceiro gol foi apenas pra simbolizar a redenção final. Ainda não tô acostumada a ver o Massaraújo jogando tão bem…
Enfim: Galo líder, urubuzada foi goleada mais uma vez, as marias pegaram gripe suína em SP e eu finalmente, depois de meses, voltei feliz pra casa após um jogo do Galo.
Roberta de Oliveira não vai dizer que a boa fase do Galo deixa seu coração alvi-negro irradiando felicidade porque ela é muito pé no chão para isso. Mas ela não diz isto, principalmente, porque seu coração já está calejado demais para criar expectativas com apenas seis rodadas de Campeonato.
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Minas Gerais vai ficar pequena pro GALO! O gigante está despertandooooooooooooo!
Comentário por Dan Junho 15, 2009 @ 4:20 pm