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Quando eu achava que nada mais relativo ao Galo fosse capaz de me decepcionar nesta vida, eis que vejo o meu amor, o meu grande ídolo, o imaculado, o boa praça, o grande exemplo a ser seguido pelas futuras gerações de jogadores do Clube, o Messias, o Calango, o Xodó da Massa, enfim, o Marques, no meio da organizada, em pleno jogo!
Eu, que chorei de felicidade ao vê-lo finalmente voltar aos treinos na semana passada, sofro este baque dias depois. Durou tão pouco a minha alegria… Meu pai já veio me contar todo empolgado que Marques será candidato a deputado estadual pelo PTB (partido que o meu pai também se filiou um dia, num de seus inúmeros acessos de insanidade, tsc!) e que, em “comemoração” a Galoucura saiu às ruas e, sem mais o que fazer, foi lá e destruiu alguma coisa relativa às marias (a loja, a sede da Máfia, sei lá, não importa, importa que é ridícula esta violência gratuita!).
Meu pai deverá pintar o muro lá de casa de novo, como o fez quando o Rei foi candidato. E muitos outros atleticanos deverão fazer o mesmo, por simpatia ou por amor ao Marques. Melhor candidato que muito idiota saqueador por aí, poderão argumentar.
Mas o que me entristece não é o Marques se tornar político. Faço votos de que faça uma carreira brilhante e tenho certeza de que deve ter realmente boas intenções. Porque eu o amo demais e sempre espero o melhor pra ele, assim como espero que ele faça o melhor pra todo mundo.
O que me machuca e entristece é o fato dele fazer política enquanto ainda faz parte do quadro de funcionários do Clube. É ele, que mal saiu da recuperação, subir as arquibancadas para fazer média com esta torcida alienada, enquanto deveria estar preocupado em voltar pro campo e encerrar a carreira dignamente antes de começar na política.
Enquanto for jogador é pra ser jogador. Depois que o Marques encerrar a carreira, ele pode fazer o que quiser. Pode exercer outra profissão, se tornar jornalista, médico, empresário e até político se quiser. Mas enquanto estiver usando o manto sagrado, deverá respeitá-lo até o último instante, até derramar a última gota de suor ou de lágrima, na última partida disputada. Não gostei e não perdoarei, nem mesmo sendo o Marques.
E vai que machuca no meio daquela bagunça? Meu coração não aguenta! Deixa pra fazer política no ano que vem, amor! Agora não é hora de viajar nesta. Volta pro campo que lá ainda é seu lugar. Chega de brincar com meu pobre coração!
Roberta de Oliveira adora tanto futebol quanto política, desde que as duas coisas não se misturem.
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Se não me engano, a última vez que escrevi por aqui, há quase um mês atrás, tinha sido a última vitória do Galo no Brasileirão. Sinal de que agosto não é um mês bom pro Galo? Vai saber…
O fato é que setembro chegou e a uruca passou. Ainda bem! Agora é continuar vencendo e acreditar que ainda dá pra chegar à Libertadores ano que vem. Sem alimentar ilusões, que este coraçãozinho aqui já sofreu demais nestes últimos dias…
Tenho certeza de que a torcida vai voltar ao campo em breve. É só o Galo melhorar um pouquinho que a casa enche… E pensar que cresci vendo a torcida do Galo enchendo o Mineirão, independente da fase em que o time se encontrasse. Esta história de “nunca vou te abandonar”, me desculpem, tá muito mais praquela organizada lá de SP, do “timão”…
Tenho certeza também que as críticas ao Roth e ao Kalil vão diminuir temporariamente. E que os torcedores vão colocar o Renteria nos ombros, mais cedo ou mais tarde. Assim como vão aclamar o goleiro reserva da Juve e da Inter de Milão, um tal de Carini que não jogou muito na Europa, mas trouxe alguns nomes ilustres no currículo.
Viveremos a ilusão que os CTs da Europa lhe ensinaram a “prática” de bom goleiro. E ficaremos felizes se ele nos defender de todo o mal, principalmente no próximo Clássico. Que assim seja, já que não temos mais alternativas.
E assim seguiremos até o final do campeonato, esperando que dezembro não demore muito a chegar e que Papai Noel nos traga um bom presente de Natal este ano.
Roberta de Oliveira está com o coração cansado de torcer por milagres todos os jogos do Galo.