Atleticana


Então ficamos assim. Que venha 2010!
Novembro 29, 2009, 11:04 pm
Arquivado em: Futebol

Não é segredo pra ninguém que eu não suporto Celso Roth, muito menos Alexandre Kalil. Como também não é segredo que eu passei o campeonato inteiro com um pé atrás em relação ao time, supostamente, candidato a título este ano.
Kalil, dentro de sua arrogância sem tamanho, desprezou a Sul-Americana alegando que buscava “algo maior” pro time, espezinhou todos os adversários, se disse campeão incontáveis vezes. Tinha sempre uma frase pronta para justificar tanto vitória quanto derrota. Distribuía seu sorriso amarelo pra todo lado.
E teve gente que aplaudiu de pé, que apoiou e concordou com cada palavra. Compraram a ideia de um time vencedor, cairam na ilusão de que o time era realmente bom, que finalmente o Galo voltaria a ser como há dez anos atrás. Cada vitória era um acontecimento. Quase não saímos do G-4 o ano todo! E, pra completar a imensa alegria, os rivais faziam uma péssima campanha.
Parece que todo mundo se esqueceu o que é o futebol. Pior: o que é o campeonato brasileiro de pontos corridos. De nada adianta figurar entre os melhores o ano todo e perder três jogos seguidos na reta final do campeonato. De nada adianta ter o artilheiro do campeonato se o resto do time não acreditar na vitória.
Mas não é o momento de ficar se lamentando. O preço da arrogância de muita gente que cantou vítória antes da hora já foi pago e todos agora sentem o quanto é amargo. Ano que vem tem mais. E eu agradeço todo dia ao meu pai por ter me ensinado, quando eu tinha cinco anos, que título a gente só comemora com a taça na mão. E por ter espalhado esta frase por todos os cantos de casa nesta reta final. Não sofro mais a ilusão de que o Galo vai melhorar. Só quando ver os jogadores levantando a taça.

Roberta de Oliveira pôs o pé no freio a tempo e por isto hoje não se lamenta mais com coisas pequenas como promessas de cartolas arrogantes.



Desabafo
Novembro 23, 2009, 1:21 am
Arquivado em: Futebol

Tenho um amigo que sempre me dizia que estamos assistindo ao fim do futebol como o conhecemos. Lutei bravamente pra concordar, até hoje…Eu ia pro campo ano passado, pra ver um time péssimo, feliz qdo dava 5000 pessoas, chorando pq o Clube tava em crise, mas havia esperança… Pq, bem ou mal, tinhamos jogadores que respeitavam a camisa que vestiam, tinhamos confiança. Acreditávamos que o Galo sairia daquele inferno.
Este ano não passamos por nenhuma crise, o time fez um ótimo 1º turno, nos rendeu momentos inesquecíveis, de pura alegria. Dava gosto torcer e  chega a reta final e é como se nada tivesse valido a pena. Tudo em vão. Todo esforço, toda esperança, jogados fora. Não por nós, pelo time.
Se alguém me perguntar o que acho do Galo hj, talvez dê uma de conformada: fomos além de toda expectativa inicial. Ninguém diria que chegaríamos tão longe.
Mas me corta o coração ver minha sobrinha de 08 anos descobrindo a paixão pelo Galo e o time não corresponder às expectativas dela. De milhares que acreditam que é possível o time alcançar o que antes era quase impossível.
Me corta o coração ver as crianças em campo, voltando tristes pra casa porque o Galo perdeu mais um jogo importante. O olhar de desesperança delas, em pleno domingo, quase 10hs da noite…
Não falo por mim. Já tô calejada demais pra sofrer e viver de ilusões em relação ao Galo. 2008 foi o ano da perda da ilusão. 2009 foi a constatação: não existe mais o futebol c0mo o conhecemos.
Marques talvez tenha sido o último jogador do Galo dentro desta perspectiva. O resto não passa de putas de luxo, que vão dar o melhor de si apenas pra quem pagar mais. E mesmo sabendo que podem dar o melhor, pra se destacar no campeonato e ir longe na carreira, eles não se esforçam como realmente deveriam. Sinceramente, cansei…

Roberta de Oliveira espera que o Marques não seja também uma grande ilusão.



Falta acreditar
Novembro 8, 2009, 11:13 pm
Arquivado em: Futebol

Bons tempos em que o Galo tomava um gol no início do jogo e a torcida, que sempre lota o estádio, começava a gritar mais alto e o Mineirão tremia e o Galo virava o jogo. E olha que eu falo de um tempo em que o Galo não disputava a liderança do campeonato como hoje. Em que tudo dependia apenas do apoio da torcida que se diz a mais apaixonada, a mais fanática do Brasil.
Não vejo mais este fanatismo a não ser nas cenas de violência gratuita pelas ruas da cidade qdo o time perde. Se ainda extravazasse todo sentimento vibrando pelo time durante a partida, talvez não sobrasse energia pra violência chegar e machucar outro ser humano à tôa.
Eu não gosto do Celso Roth, não sou obrigada a simpatizar com ele. E, como boa parte da torcida, me irrito com algumas substituições que ele faz. Hoje não foi diferente. Chorei de ódio dele, coisa que eu não fazia contra um técnico há anos.
Mas não vou culpá-lo porque perdemos pro Flamerda hoje. Futebol é assim mesmo: ano passado o presidente deles falou merda, dizendo que seriam campeões em cima da gente, 80 mil lotaram o Maraca e o Galo venceu por 3a0, silenciando o maior estádio do país. Este ano foi a vez deles. Ponto.
A culpa, se é que ela existe, é do torcedor. Que esgotou a carga máxima do Mineirão com dias de antecedência, prometeu fazer aquela festa, levou um bandeirão novo gigante (patrocinado, como tudo hoje em dia) e só cantou nos cinco primeiros minutos do jogo e qdo fizemos o gol.
Eu cheguei a pensar: agora vai. Mas a torcida, em vez de embalar o time pra que ele pelo menos empatasse, calou de novo! Como vencer um jogo assim?
Os jogadores, queiramos ou não, sentem o calor da torcida, sentem as emoções que transmitimos a eles. É esperar demais que o cara reaja sem um grito de incentivo.
Não dá pra dizer que a sorte não está do nosso lado este ano! O Galo já esteve perto da liderança várias vezes, dependendo apenas de si para chegar lá e não fez o dever de casa. Falta acreditar? Talvez falte. Mas não é só o time que precisa acreditar que este ano é nosso, que chegaremos ao topo e conquistaremos um lugar de destaque, que há anos não tinhamos. A torcida também precisa acreditar.