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O Alisson talvez seja o louco que mais se divertiu comigo nas minhas insanidades com e pelo Galo. Quando a veia da minha mão arrebentou de tanto bater palmas incentivando o time num jogo qualquer no Mineirão, ele me emprestou a mão dele para que eu continuasse torcendo. Também foi ele quem segurou minha mão quando fiz a tattoo do Galo nas costas. Podemos ver as marcas das unhas gravadas entre os dedos dele até hoje, mais de três anos depois…rs
Foi o Alisson quem quase não foi à festa do Centenário pq estava na Pampulha e apareceu como The Flash quando o ameacei de morte se ele não aparecesse na portaria do Diamond em 20 minutos. Que tomou cerveja num boteco fuleiro da Av. Amazonas (Diguinho foi testemunha!) às 03hs da manhã e voltou pra Sede para acompanhar a torcida a pé até a Praça Sete comigo e o Diguinho. E depois voltamos de táxi pra buscar o carro na Sede e saímos gritando pelas ruas da cidade até o Bolão, acordando o mundo porque era aniversário do Galo.
Alisson também me emprestou o ombro quando eu vi que uma foto desta tattoo foi parar na Galeria da Sede de Lourdes, representando o amor da torcida pelo time mais apaixonante do Universo. Quando eu vi que a foto do Telê também fazia parte da mesma Galeria então… dois dias secando a camisa! rs
Foi o Alisson quem me segurou na cadeira todas as vezes em que ameacei me levantar pra bater em torcedor num boteco qualquer, em jogo tenso do Galo (todos os jogos são tensos, coitado). E também foi o Alisson quem apanhou de mim no Amarelinho porque o Simon estava roubando descaradamente naquele jogo e ele “não estava torcendo o suficiente e a culpa era dele”. rsrs
O Alisson quem deu volta no anel do Mineirão atrás da Charanga após uma goleada contra a Catuense e depois abriu uma camisa xadrez pra nos proteger do temporal que caía e a gente nem tinha percebido.
Alisson quem me segurou na arquibancada quando eu quis pular no gramado e assassinar o Guilherme porque este traidor “me” mandou calar a boca após fazer um gol contra o Galo num clássico. E segurou meu pranto inconsolável depois… Nunca mais perdoei o Guilherme por isto e a culpa, claro, é do Alisson que não me deixou matar este merda. rs
Quando este jogo acabou, foi o Alisson que me acompanhou, dentro de um jipe lotado pela Catalão, parando ao lado dos carros cruzeirenses e perguntando: “Cabe mais cinco aí?” e tome acelerada e dedos ameaçadores na cara!
É o Alisson quem leva a culpa por cada passe mal dado dos jogadores, quem é obrigado a sair da mesa ou ir ao banheiro do estádio para liberar o gol. É o Alisson quem, quando o jogo tá chato, começa a inventar músicas para incentivar os jogadores (“Me faz um golzinho, Danilinho, já!” é um clássico).
Mas também é o Alisson aquele doido que sempre me garante as melhores risadas, os melhores comentários sem noção durante a partida e eu poderia ficar horas contando casos por aqui. Só não continuo, porque esta história ainda tem muitos capítulos impagáveis a serem escritos.